Memórias da Rua – o acervo da Rede Rua

O projeto dedica-se a processar o fundo documental constituído pelos documentos coletados, guardados e produzidos pela instituição Rede Rua, ao longo de seus 40 anos de atuação junto a população em situação de rua na cidade de São Paulo. São documentos de diversas tipologias e espécies, com um rico e variado conjunto de fotografias, filmes, reportagens, cartilhas, livros e objetos que atestam a vida na rua, “vida no trecho”, desta população que hoje beira 90 mil pessoas. Este projeto origina-se na atuação da Rede Rua em parceria com a Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama (FDUSP) e já numa primeira etapa de trabalho, debruçou-se sobre o jornal O Trecheiro, disponibilizado integralmente à consulta pública, na página eletrônica da Rede Rua.

Equipe: Joana Barros (coordenação), Adriana Fernandes (pesquisadora pós-doutorado), Patrícia Birman (pesquisadora senior), Monica Galvão (coordenação de arquivo), Gabriel Rodrigues (pesquisador); Alderon pereira da Costa e Luciana Barbosa Aquino de Carvalho (coordenação - Rede Rua), Marina Torres de Deus Rodrigues (Clínica de Direito Humanos Luiz Gama - FD/USP); Tainá Diogo e Filipe Miorin (bolsistas 2025/2026). 

Parceiros: Associação Rede Rua; Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama (FD/USP).

Memória da História Oral no Brasil

O Projeto Memória da História Oral no Brasil, desenvolvido em conjunto com a Associação Brasileira de História Oral (ABHO), tem como finalidade a criação e consolidação de um arquivo digital institucional voltado à preservação, organização e difusão da trajetória da entidade e de sua contribuição para o campo da história oral no país. Trata-se de uma iniciativa que visa reunir, catalogar, descrever e disponibilizar ao público um conjunto de documentos textuais, visuais, sonoros e audiovisuais produzidos ao longo das décadas de atuação da ABHO. O projeto busca oferecer suporte técnico às ações de memória institucional, garantindo o acesso a atas, registros de eventos, publicações, materiais de comunicação e demais documentos relevantes. Com isso, pretende-se fortalecer o reconhecimento da história da ABHO como parte fundamental da consolidação e expansão da história oral no Brasil, promovendo sua apropriação crítica por pesquisadores, docentes, estudantes e demais interessados.

Equipe: Ricardo Santhiago e Joana Barros (coordenação), Ulisses Marques Rocha Franco (pesquisador).

Parceria: Associação Brasileira de História Oral (ABHO) e GT Memória da ABHO. 

Arte e artistas na Zona Leste de São Paulo: história oral, memória e experiências urbanas (1950-1990)

No arco dos últimos dez anos, uma série de trabalhos oriundos de diferentes disciplinas têm abordado a produção cultural da/na Zona Leste de São Paulo, privilegiando o estudo de coletivos culturais que emergiram após os anos 1990 e sugerindo a existência de um vazio cultural urbano na região nos períodos anteriores. Animada pela história oral, pelos estudos da memória e pela história pública, a presente investigação visa discutir, em perspectiva histórica, os percursos de formação, desenvolvimento profissional e usos do espaço urbano por artistas da/na região, entre os anos de 1950 e 1990. As trilhas de formação e desenvolvimento profissional, as trocas materiais e simbólicas, a constituição de redes sociais de interlocução e cooperação, a persecução de trajetórias mais ou menos dissonantes, as interdições e os conflitos implicados por uma marca de origem, os posicionamentos em um campo de disputas e embates profissionais, os modos de usar a (e ser usado pela) cidade, são alguns dos eixos de discussão mobilizados pela pesquisa.

Equipe: Ricardo Santhiago (coordenação), Amanda Batista Bento (bolsista, 2020/2021).

Financiamentos: CNPq - Conselho Nacional de Pesquisa - Bolsa.

Acervo Claude Santos 

Esta pesquisa integra os trabalhos do Centro de Memória Urbana e se soma a um conjunto de outras pesquisas que se dedicam à obra de variados artistas cujas contribuições trazem perspectivas inovadoras para o entendimento da história urbana em suas múltiplas dimensões, territorialidades e regionalidades

A especificidade da produção de Claude Santos - de qual destacamos as séries filmográfica, fotográficas e literária sobre Canudos, sobre os Baianos, sobre o Recôncavo Baiano e sobre a Chapada Diamantina, bem como a refinada pesquisa em torno do poeta Castro Alves -, reside nos horizontes de leitura sobre a cultura popular que os documentos produzidos e organizados permitem articular. Deste modo, a constituição do seu acervo documental é entendida como a possibilidade de apresentação e divulgação da história pública por meio de instrumentos de pesquisa que articulam o público em torno de interpretações inovadoras sobre a história.

Equipe atual: Joana Barros (coordenação), Pedro Cavalcanti Santos, João Batista da Silva (pesquisador UNEB), Monica Galvão (pesquisadora/arquivista), Thiago Tozawa Matias e Gabriel Coltri Sena (pesquisadores).

Egressos: Caio Marinho; Danielly Nobriga (2020/2021), Gabriela Carvalho (2020/2022), Pedro Carvalho Neto (2020/2023).

Financiamentos: Universidade Federal de São Paulo e Fundação Tide Setúbal. 

Parceiros: IPEN - Instituto de Pesquisa Energéticas e Nucleares / Centro de Tecnologia das Radiações. 

Claude Santos: ação, tempo e memória

O projeto Claude Santos: ação, tempo e memória  tem como propósito realizar uma pesquisa mais aprofundada do acervo do fotógrafo Claude Santos, custodiado pelo Centro de Memória Urbana (CMUrb).  Partindo dos processos de criação do artista, bem como de suas obras, busca refletir as memórias relacionadas aos territórios percorridos em suas expedições de caminhadas e registrados em suas obras, além disso a noção de tempo expandido que aparece em suas obras no formato de séries sequenciadas de imagens e vídeos. E, por último, a ação, tanto do artista que registra quanto de quem é registrado na sua vida cotidiana e de trabalho. Ainda, como consequência processual do desenvolvimento da pesquisa, o projeto pretende contribuir com a identificação, tratamento e análise de parte do acervo sobre o qual se debruça.

Equipe: Monica Galvão (coordenação), Joana Barros (supervisão).

Financiamento: Universidade Federal de São Paulo - Bolsa (Programa de Pesquisa do CMUrb).

Acervo Maria Célia Paoli - Em busca da política

Esse projeto está ancorado nos fundamentos teóricos da história pública e se dedica à constituição de um acervo documental em torno da produção da socióloga Maria Célia Pinheiro Machado Paoli. Integrando os trabalhos do Centro de Memória Urbana (CMUrb) em parceria com grupo de pesquisa Dissenso, o bacharelado de Relações internacionais da UFABC e o Observatório das Desigualdades, Conflitos, autonomia e Democracia da  UFSCar, esta iniciativa inaugura um linha de trabalho sobre trajetórias de intelectuais brasileiros que se dedicaram a pensar a formação social brasileira cujas contribuições trazem perspectivas inovadoras para o entendimento da história do país em múltiplas dimensões.

O fundo documental em posse do Centro é composto de livros, documentos de trabalho, alguns objetos e arquivos digitais deixado por Maria Célia Paoli será  processado a partir de metodologia desenvolvida pelo CMUrb, compartilhada neste momento com os parceiros do projeto que serão também depositários e divulgadores deste acervo. 

Equipe atual: Joana Barros e Ricardo Santhiago (coordenação), Fábio Sanchez (UFSCar), Guilherme Nafalski (Unicamp), Diego Azzi (UFABC), e Gabriel Rodrigues (pesquisador),

Egressos: Gabrielle Rodrigues, Lais Marote (bolsistas PEUI 2023 e Programa de pesquisa CMUrb 2023/2024), Gabriela Carvalho (bolsista UFSCar) e Pedro Carvalho (arquivista - bolsista CMUrb 2022/2023). 

Financiamentos: Universidade Federal de São Carlos e Universidade Federal de São Paulo.

Quilombhoje literatura: uma luta que nos transcende

Esta pesquisa integra as ações do Ateliê de História Oral. O projeto Quilombhoje Literatura: uma luta que nos transcende se propõe a revelar, para o público em geral, uma faceta desconhecida, embora fundamental, do Movimento Negro Brasileiro reorganizado no final da década de 1970. Busca-se recolher documentos e depoimentos  para a construção de um acervo público sobre este grupo. Para isto pretende-se constituir um acervo documental e de história oral, que sendo público, gratuito e de fácil acesso torne acessível a história do grupo Quilombhoje. O acervo Quilombhoje está em processo de constituição, a partir das histórias de vida dos membros do grupo responsável pela edição dos Cadernos Negros. O projeto prevê a recepção de documentos dos entrevistados (fotografias, documentos diversos, livros, papéis inéditos etc), bem como das publicações editadas pelo Quilombhoje.

Equipe: Joana Barros e Abílio Ferreira (coordenação), Esmeralda Ribeiro e Márcio Barbosa (Quilombhoje); Alice Lima (pesquisadora bolsista) e Gabriel Rodrigues (Ateliê HO)

Egressos: Gabriel Rodrigues (bolsista PIBEX 2024) e Victória Lacerda (bolsista PIBEX 2021).

Financiamentos: Universidade Federal de São Paulo (bolsa); Instituto Ibirapitanga (bolsa).

Parceiros: Instituto Tebas; Arquivo Edgard Leuenroth (Unicamp); SESC - Serviço Social do Comércio.

Memória, história e práticas da vida: Três atos da resistência conselherista

Este projeto integra a agenda partilhada com pesquisadores de outras universidades e grupos de pesquisa que compõem um campo de trabalho conjunto. A pesquisa se debruça sobre o universo do sertão baiano a partir de Canudos, investigando as disputas empreendidas em torno do horizonte historiográfico da Guerra Contra Canudos em 1896-7. Parte-se daqui para pensar e adentrar as práticas que os descendentes dos que viveram no Belo Monte, os conselheiristas de hoje, vêm construindo no cotidiano das suas vidas, elaborando memória, história e práticas da vida desde suas lutas e enfrentamentos contra os projetos de desenvolvimento na região. Para tanto, estruturam-se 3 eixos: Práticas e Saberes do Sertão; Memória das secas e Memória conselheirista. Partimos da identificação de fundos documentais, da produção de história oral e da produção de cartografias que produzam um mosaico de informações e narrativas constitutivas dessa disputa, tendo como um dos articuladores deste campo de conflitos os projetos de modernização destinados ao sertão. 

Equipe: Joana Barros (coordenação), João Batista da Silva (UNEB) e Juan Rodrigues (bolsista PEUI 2023).

Pesquisadores colaboradores: Paulo Zangalli Junior e Grace Alves (IGeo-UFBA), Caio Marinho (USP), Gabriela Carvalho (UnB/ UFBA), Patrícia Cruz (PROPUR/UFRGS).

Financiamentos: Universidade Federal de São Paulo - Bolsa.

Mulheres de Axé 

Esta pesquisa integra as ações do Ateliê de História Oral, visa a construção de um acervo eminentemente de história oral. Este acervo está em construção desde setembro de 2020 e desde lá, está recolhendo histórias de vida de sacerdotisas de religiões de matriz africana.

Equipe: Joana da Silva Barros (coordenação), Ricardo Santhiago, Taíza Silvestre (bolsita PIBEX 2023), Larissa Lima (2021/2022).

Financiamentos: Universidade Federal de São Paulo - Bolsa.